domingo, 24 de fevereiro de 2013

Entre o mau e o pior

Cada lágrima tua é uma facada em mim.
Uma punhalada que me entra e me rebenta.
Uma lámina fina que penetra devagar, para saboar a dor.
É um reclamar para mim de magoa que não queria, porque era tua.

Partilho a tua frustração porque te quero demais. Por muita que fosse a minha vontade, a alienação, não consigo. Porque... te quero muito. E te entendo. E até te quero explicar.
Se um dia me disseste que terias que escolher entre um amor e outro, eu acho que a escolha é entre duas dores. Uma que conheces e não queres de novo, e outra que ficará para sempre.
É duro. Se eu já morri pela tua decisão, não te invejo a posição de ter de escolher. Deve ser algo que te aperta o coração de tal forma que te seca.
Nem sei que te diga como consolo. Porque não há nada que seque essa ferida.
Lamento, mas não consigo fazer mais. Não que não queira mas porque não sei.

Só te consigo dizer que por mais que me custe, por mais que me magoe, ajudo-te no que quiseres. Mesmo tudo. É só pedires. Prefiro manter esta dor parva que me corroi, do que ver-te perder as forças.
É um escolher entre deitar alcool na ferida ou cortar o braço. Mas que venha o alcool.

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